segunda-feira, 29 de junho de 2009

HISTÓRIA DA ARTE

A arte registra as idéias e os ideais das culturas e etnias sendo, assim, relevante para a compreensão da história e do mundo.
Sabemos que na linguagem comum, o termo história da arte costuma referir-se à história das artes visuais mais tradicionais, como a pintura, escultura e arquitetura. E não temos bem as idéias sobre definição de arte, que tenham sofrido mudanças ao longo como a arte modela e é modelada pelas perspectivas e impulsos criativos dos seus praticantes.
Em recentes tendências dos estudos históricos de arte, a partir de 1980, houve uma valorização das ideologias de determinados grupos sociais.
A arte rupestre é a primeira demonstração de arte que se tem notícia na história humana. Os desenhos eram realizados em peles de animais, cascas de árvores e principalmente em paredes de cavernas. Retratavam animais, pessoas e até sinais. Apesar de serem vistas como mal feitas e não civilizadas as figuras podem ser consideradas um exemplo de sofisticação e inovação para os recursos na época.
O homem faz também uso de rochas ou pedaços de osso que se assemelhem a um determinado animal, tirando partido dessa associação e das características pré-existentes do suporte para criar uma escultura e, sobretudo compreende que a arte lhe possibilita uma relação mais estreita com a natureza e que ele próprio pode usar a sua representação para exercer influencia sobre o mundo que o rodeia. Mais tarde, quando começa a refletir sobre si próprio e o mundo envolvente passa progressivamente a representar imagens idealizadas ao invés de simplesmente imagens observadas.
Considerando que as pinturas descobertas em cavernas se encontram em locais de difícil acesso e não à entrada ao olhar de todos, pode-se supor que o objetivo não é proporcionar uma imagem impressionante acessível a todo o grupo a arte pela arte, mais antes seguir um ritual mágico. De qualquer modo não se pode eliminar totalmente a hipótese de um objetivo estético consciente.
Para alguns a “magia propiciatória” destinada a garantir o êxito do caçador. Para os estudiosos era a vontade de produzir arte.
Qualquer que seja a justificativa a arte preservada por milênios permitiu que as grutas pré-históricas se transformassem nos primeiros museus da humanidade.
A arte rupestre é uma maneira de representar a arte primitiva. Acredita-se que estas pinturas cujos materiais mais usados são o sangue, argila e excrementos humanos.
No entanto a idade das pinturas permanece em muitos sítios arqueológicos uma questão controvertida, dado que métodos como datação por carbono radioativo (carbono 14) podem levar a resultados errôneos pela contaminação de amostras de material mais antigo ou mais novo e que as cavernas e superfícies rochosas estão tipicamente atulhadas com resíduos de diversas épocas.
Contudo, como ocorre com toda a Pré-história é impossível estar seguro dessa hipótese devido à relativa falta de evidência material e a diversas lacunas associadas com a tentativa de entender o pensar pré-histórico aplicando a maneira de raciocinar do Homem Moderno.
Portanto as obras de arte da idade pré-histórica que sobreviveu até os dias de hoje são extraordinária relevância para a sociologia da arte não porque sejam porventura dependentes, num grau mais elevado das condições sociais, mas porque nos permitem discernir as relações entre padrões sociais e formas artísticas com muito maior clareza do que na arte dos períodos ulteriores. Pelo menos, em toda a história da arte não existe nenhum outro caso em que o nexo entre uma mudança simultânea nas condições econômicas e sociais seja elucidado com toda clareza quanto no processo de transição da primeira para a última idade da pedra.

O MÉTODO CIENTÍFICO

Método científico, racional e argumento de autoridade.

Noção e importância do método:

Em seu sentido mais amplo, o método é a ordem que se deve impor aos diferentes processos necessários para atingir um fim ou um resultado desejado. Na ciência é o conjunto de processos que o espírito humano deve empregar na investigação e demonstração da verdade.
O método não se inventa, depende do objeto de pesquisa. Isso possibilitou que processos considerados empíricos no inicio se transformassem em métodos verdadeiramente científicos.
Hoje não se pode improvisar, a fase é da técnica, da precisão e do planejamento. Muitas vezes, um espírito medíocre, guiado por um bom método, faz mais progressos nas ciências que outro mais brilhante.
Claro que o método não substitui o talento e a inteligência do cientista, pois também tem seus limites, isso depende do gênio e da reflexão do cientista.
O método é apenas um conjunto de procedimentos que se mostraram eficientes ao longo da historia, na busca do saber. E o método científico é, pois, um instrumento de trabalho, o resultado depende de seu usuário.

Método científico
O método científico quer descobrir a realidade dos fatos e esses, ao serem descobertos, deve por sua vez guiar o uso do método. Entretanto, o método é apenas um meio de acesso: só a inteligência e a reflexão descobrem o que os fatos realmente são.
O método científico segue o caminho da duvida sistemática, metódica, que não confunde com a duvida universal dos céticos, que é impossível. E deve ser aplicado sempre de modo positivo.
Toda investigação nasce de algum problema observado ou sentido, de tal modo que não pode prosseguir a menos que se faça uma seleção da matéria a ser tratada.
O método científico é lógica geral, tática e explicitamente empregada para apreciar os méritos de uma pesquisa.
Existe uma diferença entre método e processo. Entende-se por método o dispositivo ordenado, o procedimento sistemático, em plano geral. O processo é aplicação do plano metodológico e a forma especial de se executar. Pode-se dizer que a relação entre eles á mesma existente entre estratégia e pratica.

Método racional

O método racional não é aplicado nas realidades, fatos ou fenômenos suscetíveis de comprovação experimental. Todo método depende do objetivo de investigação.
O método racional também se desdobra em diversos processos, como a observação, a analise e a síntese, a indução e a dedução, a hipótese e a teoria, procura interpretar a realidade quanto à sua origem, natureza profunda, destino e significado no contexto geral. Por esse método procura-se obter uma compreensão e visão mais ampla sobre o homem, sobre a vida, sobre o mundo, sobre o ser. É exatamente a possibilidade de comprovar ou não as hipóteses que distingue o método experimental do racional.

Argumento de autoridade

O método concretiza-se nas diversas etapas ou passos que devem ser dados para adicionar um problema. O objeto de investigação determina se o método empregado será experimental ou racional.
As técnicas ou processos utilizados é que irão determinar com certeza se o método será o experimental ou indiretamente com adaptações impostas o racional.

Observação

É através dela que o cientista tira todas as suas dúvidas, sem ele o estudo da realidade ficaria reduzido a deduções e a adivinhações.

Condições físicas

É a utilização dos instrumentos necessários para o êxito de uma pesquisa, pois somente os sentidos não bastam. Ex: microscópios, telescópios, chapas fotográficas etc.

O cientista deve ter condições para realizar sua pesquisa:
Condição intelectual: curiosidade e sagacidade;
Condição moral: paciência, coragem e imparcialidade;
Regras de observação: que deve ser atenta, exata, completa e precisa.

Hipótese

A hipótese consiste em supor a verdade ou explicação que se busca, cientificamente falando equivale habitualmente, à suposição verossímil, depois comprovada ou não pelos fatos que decidirão em ultima estância. Hipótese é a suposição de uma lei determinada a explicar provisoriamente um fenômeno, até que os fatos venham a contradizer ou afirmar.
As hipóteses não devem contradizer nenhuma verdade já aceita ou explicada, deve ser simples, o sábio, deve escolher o que lhe parecer menos complicado e deve ser sugerida e verificada pelos fatos.

Experimentação

A experimentação consiste no conjunto de processos utilizados para verificar as hipóteses. Difere da observação porque obedece a uma idéia diretriz e não, simplesmente porque implica a intervenção do sábio em vista de modificar os fenômenos.
O princípio geral em que se fundamentam os processos de experimentação é o determinismo: nas mesmas circunstâncias, as mesmas causas produzem os mesmos efeitos, ou ainda, as leis da natureza são fixas e constantes.
Segundo muitos estudiosos existem varias regras e métodos para o sucesso de um experimento. Porem na pratica a experimentação pode se desenvolver de muitas formas, ou seja, cada sábio cria seus próprios métodos e regras para conduzir um experimento.

Indução

É o processo pelo qual, raciocinando, generalizando ou antecipando se chega a princípios gerais partindo de fatos particulares. Há indução quando pelo conhecimento de uma verdade geral.
O processo mental de indução exige uma serie de passos, em parte inconscientes, pelos quais se chega a generalização final. O ponto central desse processo é a observação e a comprovação dos vários fatos que determina a criação da hipótese geral que os sintetiza.

Inferência

É um ato mental ou processo de derivar um juízo ou sentença. Na vida diária estamos quase sempre fazendo inferências, isto é, tirando conclusões de fatos, de evidencias, de suspeitas, de crenças. Inferência é um termo mais geral que inclui em seu significado os termos: raciocínio, dedução, indução etc.
Ela pode ser imediata ou mediata. É imediata quando chegamos à proposição nova sem intermediários. E mediatas são todas as conclusões a que se chega pelo raciocínio dedutivo ou indutivo.

Valores das leis induzidas nas diversas áreas da ciência

As leis científicas que o processo indutivo alcança são as relações constantes e necessárias que derivam da natureza das coisas. As leis exprimem quer relações de existência ou de coexistência querem relações de casualidade ou de sucessão, quer enfim relações de causalidade.
Nas ciências experimentais as leis possuem maior rigor e exatidão do que nas ciências humanas, pois, enquanto estas estão condicionadas, mais ou menos, à liberdade humana, aquelas que seguem o curso fatal do determinismo da natureza. Desse fato, entretanto, não se pode concluir que as ciências humanas se constituem em simples opiniões mais ou menos variáveis.
As ciências humanas ocupam o ultimo lugar na hierarquia das ciências quanto a precisão e ao rigor de seus resultados. As ciências humanas são resultados menos precisos e de mais difícil estudo. Suas leis são mais flexíveis e menos rigorosas, entretanto, expressam suficiente estabilidade e constância, a ponto de poderem fundamentar verdadeiras ciências.

Dedução

A dedução é a argumentação que torna explicitas verdades particulares contidas em verdades universais. O ponto de partida é o antecedente, que afirma uma verdade universal, e o ponto de chegada é o conseqüente, que afirma uma verdade menos geral ou particular contida implicitamente no primeiro.
A essência do processo dedutivo é a relação lógica que se estabelece entre preposições, dependendo o seu rigor do fato de a conclusão ser sempre verdadeira, desde que as premissas também o sejam.
O processo dedutivo, por um lado, leva o pesquisador do conhecimento ao desconhecido com pouca margem de erro, por outro lado, é de alcance limitado, pois a conclusão não pode possuir conteúdos que excedam o das premissas.

Análises e sínteses

A análise é a decomposição de um todo em suas partes. A síntese é a reconstituição do todo decomposto pela analise. Ou, por outra: a analise é o processo que parte do mais complexo para o menos complexo e a síntese do mais simples para o menos simples.
Sem a análise, todo o conhecimento é confuso e superficial, e sem a síntese é fatalmente incompleto. Existem espécies de análises e síntese.
As análises e sínteses experimentais operam sobre os fatos ou seres concretos, sejam materiais ou imateriais, são essenciais nas pesquisas cientificas realizadas em laboratórios.
Já as análises e sínteses racionais, operam não mais sobre os seres e fatos, mais sobre idéias e verdades mais ou menos gerais.
A análise racional se faz por meio da resolução. Consiste essencialmente em reduzir o problema proposto a outro, mais simples, já resolvido.
A síntese racional parte de um princípio geral mais simples e evidente e dele deduz, por via de conseqüência, a solução desejada.
A análise e a síntese racionais só podem ser feitas mentalmente e são empregadas principalmente na filosofia e na matemática.
A análise é uma espécie de indução: em ambos os casos partem-se do particular, do complexo para o princípio mais simples. Já a síntese é uma espécie de dedução: vai-se do mais simples ao mais complexo.

Teoria

O termo teoria aqui é empregado para significar em resultado que tendem as ciências, ou seja, são as chamadas teorias cientificas que reúnem um determinado número de leis particulares sob a forma de lei superior e mais universal.
Atualmente, porem, teoria designa uma construção intelectual que aparece como resultado do trabalho filosófico ou cientifico. A teoria não pode ser reduzida como alguns pretendem a hipóteses. A teoria distinguiu-se da hipótese, uma vez que a hipótese é verificável experimentalmente, e a teoria não.
Existem as funções teóricas que coordenam e unificam o saber científico, são instrumentos preciosos do sábio, sugerindo-se analogias até então ignoradas e possibilitando-lhe, assim, novas descobertas.
Segundo a explicação filosófica as teorias científicas são explicativas, isto é, expressam a essência da natureza sensível, visto que toda a ciência tem por objeto o que as coisas são ou suas essências. Contudo, não expressam a essência nela mesma, e sim, em seus sinais observáveis e experimentais.

Doutrina

A ciência visa explicar os fenômenos. Para isso observa, analisa, levanta hipóteses e as verifica, em confronto com os fatos, pela experimentação, e induz a lei, colocando-a num contexto mais amplo, através das teorias.
A doutrina é, assim, um encadeamento de correntes, de pensamentos que não se limitam a constatar e a explicar os fenômenos, mas apreciam-nos em função de determinadas concepções éticas, à luz destes juízos, preconizam certas medidas e proíbem outras.
A doutrina situa-se entre os problemas de espírito e os fatos e, estando largamente assentada nesses dois domínios, permite perceber a síntese.

NATUREZA DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO

O CONHECIMENTO E SEUS NIVEIS:

O homem não age diretamente sobre as coisas. Sempre há um intermediário um instrumento entre ele e seus atos. Não é possível fazer um trabalho científico sem conhecer os instrumentos, que se constituem em uma serie de termos e conceitos a serem analisados.
Nossas possibilidades de conhecimento são muitas e até, tragicamente pequenas, ou seja, sabemos pouquíssimos e aquilo que sabemos às vezes não estão claramente explicadas ou comprovadas. O nosso conhecimento é somente provável, existem certezas absolutas, incondicionais, mas estas são raras. O conhecimento é encontrado tanto em animais como no homem.
O conhecimento sempre apresenta dois lados, o sujeito cognoscente e o objeto conhecido. O pensamento é conhecimento intelectual.
Pelo conhecimento o homem entra em diversas áreas da realidade a partir de diversos entes. Pode ser através de um fato ou fenômeno isolado, de um contexto mais complexo para ver seu significado e função, sua natureza aparente e profunda, ou seja, sua estrutura fundamental com todas as implicações daí resultantes.
Com relação ao homem pode-se considerá-lo em seu aspecto externo e parente e dizer uma serie de coisas que o bom senso dita ou a experiência cotidiana ensinou ou estudá-lo mais profundamente, investigando experimentalmente as relações existentes entre certos órgãos e suas funções.
Têm-se, assim, quatro espécies de considerações sobre a mesma realidade: o homem, conseqüentemente o pesquisador está se movendo dentro de quatro níveis diferentes de conhecimento. São eles:

Ø Conhecimento empírico;
Ø Conhecimento científico;
Ø Conhecimento filosófico;
Ø Conhecimento teológico.

Conhecimento Empírico

O conhecimento empírico é o conhecimento do homem comum, sem formação, tem conhecimento do mundo material exterior e está inserido nele, interage com seus semelhantes buscando idéias e soluções que vão sendo passadas para eles de geração em geração, mas tudo isso sem comprovação especifica. Através desse conhecimento o homem simples trata de diversos males, tais como doenças, através de remédios feitos a base de ervas, porem nenhuma pesquisa científica foi feita para comprovar que esses “remédios” curam realmente esses males.

Conhecimento Científico

Já o conhecimento científico vai além do empírico buscando conhecer além dos fenômenos, mas também suas causas e leis.
Para Aristóteles o conhecimento só se dá de maneira absoluta quando sabemos qual a causa que produziu o fenômeno e o motivo, porque não pode ser de um outro método: é o saber através da experiência.

O conhecimento científico era caracterizado como:

1. Certo; porque sabe explicar o motivo de sua certeza.
2. Geral; no sentido de conhecer no real o que há de mais universal e válido para todos os casos da mesma espécie.
3. Metódico e sistemático; o cientista não ignora que os seres e fatos estão ligados entre si por certas relações.

A essas características acrescentam-se outras propriedades da ciência, como a objetividade, o desinteresse e o espírito crítico.
Hoje a concepção da ciência é outra. A ciência não é considerada algo pronto, acabado ou definitivo. Não é a posse de verdades mutáveis.
Por ser algo dinâmico, a ciência busca renovar-se e reavaliar-se continuamente. A ciência é um processo de construção.

Histórico do método científico:

As ciências, no estado em que se encontram atualmente, é o resultado de tentativas ocasionais, e de pesquisas cada vez mais metódicas e científicas nas etapas posteriores.
Cada época elabora suas teorias, segundo o nível da evolução que se encontra substituindo as antigas, que passam a ser consideradas como superadas e anacrônicas.
A ciência, nos moldes em que se apresenta hoje, é relativamente recente. Só na idade moderna da Historia adquiriu o caráter científico que tem atualmente. Entretanto desde o inicio da humanidade já se encontravam os primeiros traços rudimentares de conhecimentos e técnicas que constituiriam a futura ciência.
Aos poucos o método experimental é aperfeiçoado e aplicado em novos setores. No século XVIII desenvolve-se o estudo da química, da biologia e surge um conhecimento mais objetivo da estrutura e das funções dos organismos vivos. No século seguinte houve uma modificação geral nas atividades intelectuais e industriais. Surgem novos dados relativos à evolução, ao átomo, a luz, a eletricidade, ao magnetismo e a energia. Porém só no século XX, a ciência com seus métodos objetivos e exatos, desenvolvem as pesquisas em todas as frentes do mundo físico e humano, atingindo um alto grau de precisão principalmente nas navegações espaciais e nos transplantes e nos mais variados setores da realidade.
Porem muitas coisas ainda continuam e sempre continuaram sendo um mistério e claro motivo de pesquisas para os cientistas de todas as áreas.

Conhecimento Filosófico:

O conhecimento filosófico difere do cientifico pelo objeto de investigação e pelo método. O objeto da filosofia é constituído de realidades mediatas, imperceptíveis aos sentidos e que, por serem supra-sensíveis, ultrapassam a experiência.
O filosofar é interrogar, é um continuo questionar a si e à realidade. A filosofia é algo acabado, uma busca constante do sentido, de justificação, de possibilidade, de interpretação a respeito de tudo aquilo que envolve o homem em sua existência concreta. A interrogação parte da curiosidade, ela é inata e constantemente renovada, pois surge quando um fenômeno nos revela alguma coisa de um objeto e ao mesmo temos nos sugere o oculto, o mistério.
Filosofar é interrogar principalmente sobre fatos e problemas que cercam o homem concreto, inserido em seu contesto histórico.
A filosofia está sempre procurando compreender a realidade em seu contexto mais universal. Não há soluções definitivas para a maioria das questões, porém habilita o homem a fazer uso de suas faculdades para ver o melhor sentido da vida concreta.

Conhecimento teológico:

No conhecimento teológico os fatos não têm comprovação cientifica. Eles são adquiridos através dos estudos dos livros sarados. Isso tudo é baseado na existência de Deus.
Ao estudar essas escrituras o homem adquire sua fé e acredita que tudo que está ali é verdadeiro. Isso se constitui na fé teológica que é relativa a Deus e constitui o conhecimento teológico. Essas verdades são aceitas e consideradas fidedignas, com base na lei suprema da inteligência: aceitar a verdade venha de onde vier, contanto que seja legitimamente adquirida.

O trinômio: verdade - evidência - certeza:

A verdade:

Todos falam, discutem e querem estar com a verdade, porém, nenhum mortal é o dono da verdade. Isso porque o problema da verdade radica na finitude do homem, de um lado, e na complexidade e ocultamento do ser da realidade do outro. Pois o homem não entra em contato direto com o objeto, mas apenas com sua representação e impressões que causa.
Muitos progressos já foram feitos nessa busca constante da verdade, por exemplo, as conquistas tecnológicas, as viagens espaciais que mostram quanto já foi aprendido. Tudo claro graças os instrumentos científicos que o homem utilizou e utiliza para ver o que os sentidos jamais teriam visto.
A maior dificuldade do homem em alcançar a verdade é que o objeto nunca se manifesta claramente, também o homem não consegue perceber claramente todas as manifestações, por isso não é possível estar de posse plena do objeto. Por isso, o homem nunca conhece toda a verdade a verdade plena e absoluta.
Muitas vezes ainda, o homem é levado pelas aparências e sem o auxilio de instrumentos adequados, entra em juízos precipitados que não correspondes aos fatos e a realidade gerando assim erros freqüentes em nossa historia.

A evidência:

Evidência é manifestação clara, é transparência, é desocultamento e desvelamento do ser. Ms como nem tudo se desvela de um ente, não se pode falar arbritariamente sobre o que não se desvelou. A evidência, o desvelamento, a manifestação do ser é, pois o critério da verdade.


A certeza:

A certeza é o estado de espírito que consiste na adesão firme a uma verdade, sem temor de engano. Esse estado de espírito se fundamenta na evidência, no desvelamento do ser. Isto é, se o objeto se desvela ou se manifesta com suficiente clareza, pode-se afirmar com certeza, isto é, sem temor de engano, uma verdade.
Quando não houver evidencia ou suficiente manifestação do objeto, o sujeito encontrar-se-á em outros estados de espírito, o que deve transparecer também na expressão ou na linguagem. São os casos da ignorância, da duvida e da opinião. Ou seja,, tem que se ter uma evidencia, para que dela tenhamos certeza e só assim chegaremos a uma verdade.

Formação do espírito científico

O espírito científico começa, a partir da distinção dos níveis de conhecimento, esclarecidas as condições da verdade e do erro e aprendidas as técnicas da investigação cientifica ainda não será possível realizar um bom trabalho científico.
Essa atmosfera de seriedade que envolve e perpassa todo o trabalho só aparece se o autor estiver imbuído de espírito cientifico.

Natureza do espírito científico:

O espírito científico é antes de mais nada uma atitude ou disposição subjetiva do pesquisador que busca soluções séries, com métodos adequados pra o problema que enfrenta. É conquistada ao longo da vida, a custa de muitos esforços e exercícios, que na prática traduz-se por uma mente crítica, objetiva e racional.
A consciência critica leva o pesquisador a aperfeiçoar seu julgamento, capacitando-o a distinguir e separar o essencial do acidental, o importante do secundário.
Já a consciência objetiva torna o trabalho cientifico impessoal, tendo em vista que a objetividade é a condição básica da ciência, isso implica num rompimento de posições subjetivas, pessoais e mal fundadas, ou seja, ele passa a trabalhar com coisas concretas.
Só assim o espírito cientifico age racionalmente. As únicas razoes explicativas de uma questão só podem ser intelectuais ou racionais.
É esse espírito cientifico que torna possível uma experiência ser realizada por vários pesquisadores, fazendo com que os resultados sejam cada vez mais satisfatórios e
em alguns casos chegando-se bem próximo da verdade sobre um objeto ou fato pesquisado.

Qualidades do espírito científico:
O espírito científico se traduz no senso de observação, no gosto pela precisão e pelas idéias claras, na imaginação ousada, mas regida pela necessidade da prova. Assume a atitude de humildade e de reconhecimento de suas limitações e da possibilidade de erros e acertos.
O possuidor do verdadeiro espírito científico cultiva a honestidade, enfrenta obstáculos e os perigos que uma pesquisa possa oferecer, ou seja, não reconhece barreiras, defende o livre exame dos problemas.
A honestidade do cientista está relacionada, unicamente, com a verdade dos fatos que investiga.
Conquista lenta e difícil:

Todas essas qualidades e virtudes intelectuais existem desde que há homens sobre a terra, porém a ciência é uma aventura do espírito bem mais recente. Temos que reconhecer que o espírito científico é antes de tudo, um produto da história. É uma progressiva aquisição das técnicas que exigem pesquisas exatas e verificáveis.
Instituíram-se no mundo científico, costumes e leis que constituem o espírito científico. Criou-se um espírito de grupo onde o aprendiz de sábio é iniciado pelos veteranos, no espírito e tradições do grupo.

Importância do espírito científico:

O mais importante do espírito científico é que o cientista tenha consciência do seu trabalho, imbuindo-se do espírito cientifico para buscar aprimorar suas técnicas e seus estudos, estando preparado para solucionar todos os problemas que possam aparecer. Urge então o apelar do espírito da criatividade e da iniciativa, para achar as soluções mais indicadas em cada circunstância.
A ciência hoje em dia, não se resume na criatividade de um grande gênio. Todos têm que estar imbuídos do espírito científico para dar segmentos as diversas pesquisas existentes e que certamente irão aparecer.

A ARTE EGÍPCIA

A arte egípcia refere-se à arte desenvolvida e aplicada pela civilização do antigo Egito localizada no vale do ri Nilo no Norte da África. Esta manifestação artística teve a sua supremacia na região durante um longo período de tempo, estendendo-se aproximadamente pelos últimos 3000 a.C. e demarcando diferentes épocas que auxiliam na clarificação das diferentes variedades estilísticas adotadas: Período Arcaico, Império Antigo, Império Médio, Império Novo, Época Baixa, Período Ptolomaico e vários períodos intermediários. Mas embora sejam reais estes diferentes momentos da história, a verdade é que incutem somente pequenas nuances na manifestação artística.
A arte do antigo Egito seve acima de tudo objetivos políticos e religiosos. Deste modo a arte representa, exalta e homenageia constantemente o faraó e as diversas divindades da mitologia egípcia, sendo aplicada principalmente a peças e espaços relacionados com o culto dos mortos. Os túmulos são, por isto, os marcos mais representativos a arte egípcia.
A arte egípcia é profundamente simbólica. Todas as representações estão repletas de significados que ajudam a caracterizar figuras, a estabelecer níveis hierárquicos e a descrever situações.
A harmonia e o equilíbrio devem ser mantidos, qualquer perturbação neste sistema é, consequentemente, um distúrbio na vida após a morte. Para atingir este objetivo de harmonia são utilizadas linhas simples, formas estilizadas, níveis retilíneos de estruturação de espaços, manchas de cores uniformes que transmitem limpidez e às quais se atribuem significados próprios.
A hierarquia social e religiosa traduz-se, na representação artística, na atribuição de diferentes tamanhos às diferentes personagens, consoante a sua importância.
A arte egípcia, à semelhança da arte grega, apreciava muito as cores. As estátuas, o interior dos templos e dos túmulos eram profundamente coloridos. Porém a passagem do tempo fez com que se perdessem as cores originais que cobriam as superfícies dos objetos e esculturas. As cores não cumpriam apenas uma função primária decorativa, mas encontravam-se carregadas de simbolismo. O preto estava associado à noite e a morte, a fertilidade e a regeneração, o branco era a cor da pureza e da verdade, o vermelho representava a energia e a sexualidade, o amarelo era a cor da eternidade, o verde a regeneração e a vida e o azul estava relacionada ao Nilo e ao céu.
Embora seja uma arte estilizada é também uma arte de atenção ao pormenor, de detalhe realista, que tenta apresentar o aspecto mais revelador de determinada entidade, embora com restritos ângulos de visão.
O fato de, ao longo de tanto tempo, esta arte pouco ter variado e se terem verificado poucas inovações, devem-se aos ritos cânones e normas e regras a que os artistas deveriam obedecer e que, de certo modo, impunham barreiras ao espírito criativo individual. A conjunção de todos esses elementos marca uma arte robusta, sólida, solene criada para toda a eternidade.
Por regra, o artista egípcio não tem um sentido de individualidade da sua obra, ele efetua um trabalho consoante, uma encomenda e requisições específicas e raramente assina o trabalho final. O trabalho e efetuado em oficinas, onde se reúnem os executores e seus mestres nas diferentes tipologias artísticas, escultores, pintores, carpinteiros e mesmo embalsamadores. Nestes locais trabalha-se em série e os trabalhos saem em série.
No entanto é possível identificar diferenças entre distintas obras e estilos que refletem traços de determinados artistas. Mas o artista é também visto como um indivíduo com uma tarefa divina importante.
A arte egípcia prima, de um modo geral, pela constante homogeneidade e expressa um mundo pictórico e formal únicos. A identificação de determinada obra como pertencente a este grande movimento estilístico não oferece dificuldade.
Durante o Período Arcaico, e após a descoberta da escrita, o Egito está unido e o seu desenvolvimento acelera, estabelecendo-se e cristalizando-se já aqui os traços do que seria a arte egípcia. Perde-se o primitivismo formal e são aqui ainda presentes algumas influências da arte mesopotâmica, especialmente nas fachadas dos templos, e domina ainda o uso do adobe cozido ao sol, substituído no final do período pela pedra.
A III dinastia é remetida por alguns autores já para o início do Império Antigo. Com a transição para a pedra surge também a arquitetura e a vincada noção egípcia de eternidade vinculada ao faraó. As propor do corpo humano tornam-se mais equilibradas, cresce a atenção ao pormenor. A edificação assume um objetivo simbólico.
Durante a IV dinastia edifica-se a monumentais pirâmides, que fascinam pela sua impressionante construção. Na V dinastia se reduz as dimensões monumentais para as proporções mais humanas. É também nesta altura que se impulsiona o gosto pelas estátuas-retrato de grande robustez pelo seu volume cúbico e imobilidade.
No que se diz respeito a escultura podem ser estabelecidas diferenças de concepção entre a estatuária real e a estatuária de particulares. Do tempo da V dinastia são escassas as estátuas de reis, mas em compensação abundam as estátuas de particulares, são desta época as diversas estátuas de escribas, que retratam estes funcionários na pose de pernas cruzadas, uma forma de representação que se manterá até a Época Greco-Romana. Os materiais utilizados na escultura deste período foram diorite, granito, xisto, basalto, calcário e alabastro.
No primeiro Período Intermediário, os tempos políticos conturbados refletem-se na arte tornando-a quase inexistente e com maior incidência nos textos literários, que expressam a revolução espiritual da época.
No Império Médio que corresponde a XI e XII dinastias, após o período de decadência do poder central e político, a arquitetura adapta-se aos padrões estilísticos anteriores ao nível da construção, procurando-se retomar a construção de pirâmides, estas pirâmides não atingem a grandeza das do Império Antigo. As mais altas pirâmides desta época foram a de Senuseret (78 metros) e a de Amenemhat (75 metros).
A expressão humana na escultura vai ganhar uma nova dimensão e realismo nesta época, passando-se a representar nas estátuas reais o envelhecimento. Nesta época criam-se as esfinges reais nas quais o rosto do monarca aparece emoldurado por uma juba.
Os locais onde a pintura melhor se manifestou foram os túmulos dos governadores dos monos, em cujas paredes se recriam cenas de caça, pesca, banquete e danças. A pintura é realizada sobre estuque fresco ou sobre relevo.
As artes decorativas conhecem uma das épocas mais importantes, sobretudo no que se diz respeito aos trabalhos de joalheria. São bastante conhecidos os pequenos hipopótamos em fiança decorados com motivos vegetais. A literatura desenvolve o gosto pelo provérbio, o romance e a história.
No Segundo Período Intermediário praticam mais a matemática, a medicina e a cópia de papiros de épocas anteriores.
Durante a XIX Dinastia foram construídos os gigantescos templos de Abu Simbel, na Núbia, ao sul do Egito. A escultura, naquele momento, alcançou uma nova dimensão e surgiu um estilo cortesão, no qual se combinavam perfeitamente a elegância e a cuidadosa aos detalhes mais delicados. A arte na época refletia a evolução religiosa promovida pelo faraó que adorava Aton, Deus solar, e projetou uma linha artística orientada nesta nova direção, eliminando a imobilidade tradicional da arte egípcia. A pintura predominou então na decoração das tumbas privadas. Durante o Novo Império, a arte decorativa, a pintura e a escultura alcançaram as mais elevadas etapas de perfeição e beleza.
No Império Novo dá-se de novo a unificação do Egito e a arte volta a ter mais uma das suas épocas de ouro, com um novo começo em que vão reavivar as tradições do passado e m que as forças criadoras vão erguer vários edifícios de pedra de construção arrojada e que ainda podem ser admirados.
Na XVII dinastia propaga-se o chamado “Estilo Ekhenaton”, ou Estilo Amarniano, que se caracteriza por ser mais naturalista, em que se tenta quebrar com as regras anteriores da solidez e da imobilidade. O gosto pela representação do mundo animal está igualmente presente.
A XIX dinastia egípcia impulsionou diversas construções. Neste momento dá-se o pico da pintura e do relevo e a literatura abandona o pessimismo voltado para o relato ligeiro de histórias mitológicas, fábulas, épicos de guerra e também para a poesia romântica. Até o final deste período vão se impor estilos variados não representativos, que retomam antigas tradições, especialmente a nível de escultura.
No Terceiro Período Intermediário, destaca-se a perfeição alcançada nos trabalhos dos metais.
Na escultura da Época Baixa verifica-se um arcaísmo, uma inspiração nos modelos do Império Antigo. Na XXVI dinastia nota-se igualmente o apuro na polidez da pedra, dando origem a trabalhos que alguns autores denominam “arte lambida”.
Apesar de sua origem macedônia, a dinastia ptolemaica adotou formas artísticas dos Egípcios. Os reis ptolemaicos foram representados nos templos como os antigos faros. São desta época os conhecidos templos de Isis em Filae, o templo de Hórus em Dendera e o templo de Edfu.

A arte egípcia se diferencia das demais por não seguir uma linha de evolução, seu simbolismo é estritamente político e religioso, ou seja, pouco se leva em conta o talento de criação do artista, ela é feita para satisfazer os desejos de quem o contrata, quase sempre o faraó. Cada faraó contratava as pessoas para fazer as obras que lhe interessava, e isso tinha que ser realizado de acordo com seu desejo, a grandeza de alguns monumentos era para demonstrar que seu poder era maior que de seu antecessor. A pintura e a arquitetura retratam sempre o faraó como um ser supremo sendo reverenciado e adorado. O culto aos mortos também é retratado em muitas obras.
Os altos e baixos da arte egípcia se dá de acordo com a evolução da civilização, nos períodos mais prósperos são mais evidentes os resquícios de obras. Mesmo com todas essas regras a serem seguidas pelos artistas, as obras egípcias impressionam e muito não só pela grandeza mais também pelo estilo único de sua pintura, ao observarmos uma pintura egípcia teremos sempre à impressão de estarmos sendo observados por ela, isto se dá pela posição que os corpos são pintados. Talvez essa posição tenha haver com o culto aos mortos, pois sua grande maioria foi encontrada nos túmulos, essa crença na reencarnação do seu faraó pode ter inspirado os pintores colocando sempre os olhos numa posição de vigiar os pertences ali guardados.
Mesmo sendo direcionada a um objetivo restrito, ela foi evoluindo pouco a pouco principalmente na utilização de novos materiais, essa evolução talvez tivesse sido bem maior se a liberdade de criar fosse atribuída ao artista, pois mesmo estando restrito a satisfazer o desejo de seu contratante seu talento é inegável, o que não teriam feito esses artistas se lhe fosse concedido o direito de expressar seu talento livremente.

A REVOLUÇÃO INTELECTUAL DOS SÉCULOS XII E XVIII

Os séculos XVII e XVII forma marcados por intensas transformações, os avanços obtidos nesse período refletem até os dias de hoje. Muitos se perguntam como isso pode acontecer num período marcado pelo absolutismo? Ao longo de nossa história todos os grandes avanços e mudanças sempre aconteceram em períodos conturbados e isso não foi diferente no período em questão.
Em meio a tantos absurdos cometidos pelos governantes da época e principalmente pela “Poderosa Igreja” surgiram pensamentos sobre a natureza da existência humana e principalmente sobre a existência de Deus. Baseando-se em algumas teorias passadas vários estudiosos e filósofos começaram a estudar e a formular teorias sobre a formação do Universo e a existência de Deus e o seu poder sobre tudo isso. O fato de se terem “descobertos novos Mundos” ascendeu à imaginação desses pensadores que começaram a dar mais importância aos estudos das ciências em todas as áreas.
Claro que uns se destacaram mais que os outros e divergiram entre eles nas opiniões, surgindo assim várias teorias e conceitos, mas todas elas importantes para se desvendar um pouco o grande mistério que é o surgimento do Universo. Em todas essas conclusões obtidas Deus e surgimento e funcionamento do Universo sempre estiveram em Questão: no Dualismo pregavam a existência matéria, mas não descartavam a existência de um ser supremo; no Panteísmo davam como Deus sendo superior e controlador das ações do Universo; no Heroísmo pregavam a existência mecanicista que tudo era matéria sem um governante pregavam a existência mecanicista que tudo era matéria sem um governante supremo. Todas essas teorias mesmo divergindo-se uma das outras tinham um ponto lógico.
O ponto mais alto da Revolução Intelectual foi o Iluminismo onde se deu grande ênfase ao racionalismo, nesse período o homem sempre teve em questão principalmente no que se diz respeito à formação do caráter humano e como deveria ser educado. Claro que sem deixar de lado as questões da natureza e do Universo como um todo. Pregavam pela liberdade do homem em seguir seus instintos.
Em meio às grandes questões filosóficas se destacam também as descobertas científicas em outras áreas, as Leis da Física, Química, Matemática, Biologia entre outras. Tentavam através delas desvendar vários mistérios do Universo e do funcionamento da complexa “maquina humana”. Varias dessas usadas até hoje.
Vários outros seguimentos tiveram seu auge neste período à literatura, as artes a musica, a arquitetura entre outros, muitos padrões foram quebrado numa mudança não só estética, mas também ideológica, as esculturas antes vista como artes não passavam de simples objetos de decorações e os artistas tentavam cada vez mais expressar seus sentimentos e ideais nas suas obras. Na literatura varias obras são considerados como clássicos até hoje e o legado arquitetônico ainda encanta pela beleza e sofisticação mesmo sendo construído em uma época tão remota.
Houve uma intensa conscientização social, uma luta constante contra os abusos cometidos pelos reis e lideres da Igreja, eram contra esse absolutismo desvairado e dogmas impostos pela Igreja que cassava e condenava quem os contrariasse. Os ideais de igualdade floresceram contra a escravidão e a guerra. E passaram a pregar pela educação na formação do cidadão. Em meio a tudo isso alguns deles chegaram a ser presos e até extraditados de seus países.
Toda essa Revolução Intelectual ocorrida nos séculos XVII e XVIII, perpenduram até hoje muitos dos ideais de liberdade e teorias existenciais servem de base para vários estudos principalmente no que se diz respeito ao comportamento humano e nos diversos mistérios do universo que ainda não foram desvendados. Se eles tinham ou não razão não vem ao caso o importante é que eles tiveram a coragem de contraria o absolutismo e de lutar contra dogmas impostos pela Igreja, atitude que serviram e servem de exemplo ate hoje na constante luta ideológica que sempre viveu a humanidade.

A HISTORIOGRAFIA MARXISTA

A historiografia marxista ofereceu uma perspectiva importante para a compreensão do passado. Esta mostrou a importância das massas nos feitos históricos e mostrou que grandiosos homens hoje homenageados não fizeram a história sozinhos.
Muito embora o marxismo tenha conseguido perceber as massas populares como integrantes ativos na construção da história, embora dominados ou alienados, não empregou um olhar que ia muito além das balizas teóricas e ideológicas pertinentes ao que se tinha como quase dogma entre os inspirados seguidores de Marx.
O fato é que aspectos também importantes da vida cotidiana das sociedades na história não estavam dentro do foco marxista e uma nova história passou a ser escrita.
Atualmente há uma tendência nada produtiva de se partir para o desprezo a qualquer coisa que “pareça” marxista desde o “fim” da esperança do socialismo real. Seja como for, o fato é que a história que se produz hoje atingiu um espectro de abrangência fabulosa e colocou quase todos os seguimentos sociais em seu âmbito.
A idealização do socialismo proposta por Marx se expandiu por partes do mundo, porém hoje o capitalismo tão renegado e combatido por ele impera em praticamente todo o mundo. Porém muitos dos direitos consedidos a classe trabalhadora de hoje se devem aos ideais e lutas propostas por Marx.
O fato principal é que Marx sempre esteve disposto a combater as diferença entre classes, suas ideias e ideais estavam sempre voltados para a igualdade, criticando bruscamnente aqueles que prevaleciam da posição social para se prevalecer economicamente.
Infelismente as coisas não mudaram muito dos tempos de Marx para os nossos, várias novas ideologias surgem a cada dia, quem está de fora sempre crítica os que governam, mas as ideologias só são válidas enquanto se estão de fora, pois, quando estes mesmos idealizadores, assumem o poder favorecidos pela fé de um povo que acredita que as coisas possam mudar, não fazem nada de diferente dos outros, somente se preocupam consigo mesmo e com os seus. Ou seja, os ideais de igualdade surgem a cada dia alimentados pela fé e esperança de um povo e são mortos e enterrados por idealizadores que só tem interesse em atingir sua prosperidade financeira, enganando a todos. Isto faz com que cada vez mais as pessoas se acomodem e deixem de se interessar pelos fatos políticos de um país.

IMAGEM DO FORTE DO CASTELO - BELÉM-PA